Ando meio nostálgica, as coisas ainda não mudaram e já começo a sentir saudades, a Adele cantando no meu ouvido tem uma parcela de culpa dessa nostalgia, as músicas moldam o meu humor de uma forma que não consigo explicar, é magico e eu gosto.
O sono já veio me castigar e por mais que tente lutar contra ele, duvido que ganhe, já dei essa batalha como perdida, meus olhos pesam e minha cabeça não funciona como eu gostaria, na realidade as letras já estão embaralhadas uma nas outras e as frases estão se formando sem lógica alguma, estou apenas escrevendo o que vem na mente, acho que ninguém vai me compreender, e começo achar que o propósito talvez seja esse, escrever por escrever e deixar as palavras aqui, soltas e livres como todos nós deveríamos ser, livres de preconceitos, livres de tabus, livres de rótulos, livres de nós mesmos, na maior parte das vezes, somos o nosso próprio algoz, nos torturando pelos prazeres proibidos que sentimos, nos ensinam desde sempre que o certo é caminhar sempre reto e seguir o caminho da vida sem pegar atalhos, porque atalhos são imorais, atalhos são fétidos, atalhos são indecentes e acima de tudo, atalhos são proibidos, e mesmo sabendo que se você dobrar a direita vai chegar mais rápido e ainda vai encontrar chocolate quente, bolinho de fubá, conversas gostosas e aguá cristalina, não dobre, afinal é PROIBIDO. O certo, o digno e o belo é seguir sempre em frente, mesmo sabendo que ali, o máximo que vai encontrar é chão batido.
Não estou aqui para julgar ninguém, mais sinto informar aos politicamente corretos que seguir sempre em frente é chato e uma hora os fantasmas do e se? Do como seria? iram aparecer, e quando eles resolverem bater na sua porta, pode ser tarde demais.
Se pudesse dar apenas um conselho, seria esse: Aproveite a vida da maneira que achar melhor, seja gazetando faculdade pra tomar birita e jogar truco com os amigos ou seja devorando todos os livros de matemática para aquele concurso fodástico.
Simples assim!
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